domingo, 29 de março de 2009

São Paulo vence Palmeiras no clássico e Washinton comemora com churrasco

Após decidir o clássico, Washington antecipa aniversário e faz churrasco

Atacante curte o raro domingo de folga com os amigos na capital paulista


Carolina Elustondo/GLOBOESPORTE.COM

Washington posa para foto com suas filhas no estilo boiadeiro em seu prédio

Washington foi o herói do classico entre São Paulo e Palmeiras, no último sábado, no Morumbi. Fez o gol da vitória tricolor por 1 a 0 e colocou o time na segunda posição do Campeonato Paulista, com a classificação para as semifinais ainda mais próxima. Após o dever cumprido, o atacante aproveitou a folga que o elenco recebeu neste domingo e comemorou o aniversário de forma antecipada, cercado de amigos e no comando do churrasco, no prédio onde mora, na capital paulista. Na próxima quarta-feira, dia 1º de abril, Washington completa 34 anos.

Até Arouca apareceu para dar um abraço no companheiro de clube.

Washington manda ver no churrasco

- Na verdade eu só sei fazer carne na grelha, porque tenho tios gaúchos que sempre cuidam da churrasqueira (risos). É raro ter um domingo de folga, é preciso aproveitar para ficar perto da família e dos amigos - ressaltou o Coração Valente, ajudado pelos gaúchos que foram contratados para abastecer os convidados com muita carne.

Depois de provar o cardápio e aprovar o sabor, o camisa 9 divertiu-se com uma roda de viola e se arriscou também na cantoria exibindo o chapéu de boiadeiro que ganhou de presente. Afinal, na quinta, ele estará em campo para enfrentar o Guaratinguetá e no dia do aniversário estará na concentração.

- Meus pais falam que eu nasci no dia 1º de abril e eu comemoro, mas é logo no dia da mentira, né? (risos). Mas como na quarta estarei concentrado, já celebrei agora - acrescentou o anfitrião, cercado pelas filhas Ana Carolina, de sete anos, e Catarina, de um ano e meio, além da esposa Andréia.

sexta-feira, 27 de março de 2009

Washintone dono de livraria em Caxias do Sul

Além de camisa 9 e goleador, Washington é dono de livraria e amante da boa leitura

Atacante possui loja em Caxias do Sul e recomenda obras ao torcedores

O torcedor que vê Washington em campo fazendo gols pelo São Paulo e extravasando tanta euforia nas comemorações nem imagina que o atacante tem como hobby uma atividade bastante tranquila e silenciosa nas horas de lazer. Os livros são companheiros do jogador, que gosta tanto de ler que abriu uma livraria em Caxias do Sul (RS) na época em que ainda não sabia se voltaria a jogar bola, por causa dos problemas cardíacos. Hoje, ele brilha nos campos, mas não deixa o bom hábito de lado. Para incentivar os torcedores, o camisa 9 mostrou ao Globoesporte.com quais são suas obras preferidas (assista ao vídeo com a entrevista completa de Washington).

- Sei que não é comum ser um jogador e ter uma livraria. Abri a loja na época em que não estava jogando, por causa dos problemas no coração, e analisei o que não tinha em Caxias do Sul. Percebi que a cidade precisava de uma livraria. Deu certo, e no último dia 8 a loja fez cinco anos - comemorou o atacante, que também investiu em uma construtora.

As indicacões de leitura de Washinton

''Cacador de pipas'', de Khaled Hosseini

''O Código da Vinci'', de Dan Brown

''Vale Tudo:O Som e A Fúria de Tim Maia'', de Nelson Mota

''Michael Jordan:A Biography'', de David Port


Os livros que estão em alta com o são-paulino no momento são: "O Caçador de Pipas", de Khaled Hosseini, "O Código da Vinci", de Dan Brown, e biografias, como a de Tim Maia (Vale Tudo), escrita por Nelson Motta, e de Michael Jordan (Biography), de David Porter.

- Gosto muito de biografias, porque contam a vitória das pessoas, que lutaram e cresceram. Estou lendo a do Tim Maia, que ganhei autografada do próprio Nelson Motta. Já dá para perceber no começo do livro que o Tim era um cara maluco (risos), mas fantástico e com uma voz inconfundível, que eu sempre gostei de ouvir - descreveu o camisa 9.

Apesar de ter identificação com a torcida do Atlético-PR pelo tempo que defendeu o clube, Washington vai ler também um pouco mais sobre a ascensão do Coritiba à Primeira Divisão (Do Caos ao Topo: Uma Odisséia Coxa-branca). Afinal, o livro foi um presente de Renê Simões, que foi seu técnico no Fluminense, no ano passado, e o responsável por levar o Coxa de volta à elite.

- O Renê é um cara que eu ganhei com o futebol. Só tive alegrias, e uma delas foi ter trabalhado com ele. Ganhei o livro de presente e apesar de ter jogado no Furacão e ser torcedor também do clube, vou ler só por causa do amigo (risos).

Na fila, mais um livro para Washington ler: "São Paulo Campeão", escrito por Ingo Ostrovsky, por meio de depoimentos do técnico Muricy Ramalho sobre o título brasileiro de 2006.

- Agora vou ter que ler o livro do Muricy, senão vou tomar dura dele (risos). .É muito bom trabalhar com ele, que é bem diferente do que a gente vê nas entrevistas e no campo. No convívio é amigo, gente boa demais, parceiro, fala a língua do jogador - elogiou o atacante.

Em breve, Washington nas páginas de um livro

Washington cercado de livros em São Paulo

Apaixonado por leitura e com uma trajetória bastante marcada por sucessos e dificuldades, Washington já está planejando a sua própria biografia. O Coração Valente quer colocar nas páginas de um livro a história que construiu dentro e fora dos campos.

- O projeto de fazer um livro sobre a minha vida já existe, está encaminhado, e tenho certeza de que vai ter bastante conteúdo - completou o jogador que, por enquanto, escreve a cada jogo uma letra do nome na história do São Paulo.

A zaga do São Paulo está pronto para enfrentar Keirrison

Defesa são-paulina está pronta para enfrentar Keirrison, que estuda o rival

No último encontro, atacante era do Coritiba e marcou no empate por 2 a 2.

O duelo entre Keirrison, do Palmeiras , e a zaga do São Paulo promete. o encontro será neste sábado, no clássico realizado no Morumbi, pelo Paulistão . O artilheiro da competição, com 12 gols, já estuda os pontos fracos da defesa tricolor, que não terá Miranda, que está na seleção brasileira .

- Não ter o Miranda é bom não apenas para mim, mas facilita para toda a equipe do Palmeiras. Sempre estudo os zagueiros adversários, procuro ver como eles se comportam. O São Paulo tem uma defesa muito forte, é uma das melhores zagas do Brasil, e procuro observar os defeitos para tirar proveito em campo. Nos enfrentamos no ano passado - lembrou Keirrison, citando o empate por 2 a 2 entre Coritiba e São Paulo, no Couto Pereira, pelo Brasileiro .
André Dias também se recorda daquele encontro, no qual o camisa 9 marcou um belo gol. E apesar de Keirrison ser hoje mais badalado do que quando defendia o Coxa, o zagueiro são-paulino já sabe o que esperar em campo.

- Ele não mudou o que estava fazendo no Coritiba, tanto que é o artilheiro do Paulista, como foi no Brasileirão. A gente acompanhou o trabalho dele em campo, e naquele jogo ele até marcou um gol, mas não perdemos. A única coisa diferente agora é que ele está no Palmeiras e vai jogar este clássico - opinou o zagueiro.



Keirrison preocupa pela qualidade que tem, mas André Dias não está de olho apenas no camisa 9. O jogador são-paulino lembra que é preciso observar quem mete a bola para o atacante.

- Toda a equipe do Palmeiras merece atenção pela qualidade que tem. A preocupação com o Keirrison pode até ser maior, mas ela tem que ser mantida também com os outros atletas, que passam a bola para ele - completou o zagueiro.

quarta-feira, 25 de março de 2009

São Paulo mede forcas com o Noroeste antes do jogo de domingo contra o Palmeiras

Antes do clássico de sábado, Tricolor tem desafio contra o Noroeste pelo caminho

Com três na cola, time precisa vencer fora para se manter tranquilo no G-4


Washington pede vitória por tranquilidade

No meio do caminho para o clássico tem o Noroeste, adversário desta quarta-feira, às 21h45 (de Brasília), pelo Paulistão . Vencer o anfitrião, em Bauru, é obrigação, dizem os jogadores do São Paulo . Para manter o time firme no G-4 e chegar para o jogo contra o Palmeiras , sábado, no Morumbi, com moral e tranquilidade.

O Tricolor está em terceiro, com 30 pontos, mas tem na cola a Portuguesa , com os mesmos 30 pontos, além de Santo André e Santos , com 27. Estes dois últimos se enfrentam nesta quarta, e se o Ramalhão vencer e o Tricolor perder, o time do ABC passa o da capital. A Lusa encara o Mirassol e também pode deixar o São Paulo para trás.

- Este jogo é decisivo, importantíssimo, pois precisamos vencer por mais tranquilidade na tabela. Entre aspas, porque Portuguesa, Santo André e Santos vão jogar, e se vencermos nos mantemos entre os classificados - ressaltou Washington, que não marca há duas partidas e espera encerrar este jejum nesta quarta.

O Noroeste está na 17ª posição, com 14 pontos, e torce para o Guaratinguetá perder a partida contra o Ituano, pois precisaria de um empate para deixar a zona de rebaixamento.

- A distância do 11º colocado, para nós, o Marília e o Guarani é muito pequena: dois, três pontos. Isto torna fundamental somar pontos, pois um que você perde pode fazer muita falta no final do campeonato - alertou o técnico do Noroeste, Fahel Júnior.

Quase sem baixas


O treinador do time de Bauru não poderá contar com o zagueiro Márcio Alemão, suspenso pelo terceiro cartão amarelo. Anderson Marques e Marcelinho devem ser os escolhidos para compor a defesa. Fahel Júnior não tem mais problemas para formar o time e dá pistas de que sua equipe vai arriscar e buscar o gol, mesmo diante de um adversário forte.

- Creio que a necessidade de vitória das duas equipes fará com que o jogo seja aberto. O São Paulo quer garantir a classificação para as semifinais e nós queremos sair da zona de rebaixamento - acrescentou o técnico do Noroeste.

Zaga com problemas, e mistério até o fim

Zé Luis é dúvida até a hora do jogo

No Tricolor, o técnico Muricy Ramalho tem problemas para compor a zaga. Miranda, na seleção brasileira, e Renato Silva, suspenso, são desfalques certos. André Dias, que se recuperou de uma lesão na coxa direita, e Zé Luis, que curou uma luxação no cotovelo esquerdo, só devem ser confirmados momentos antes da partida. Eles viajam com o grupo para Bauru.

Richarlyson deve ser improvisado na zaga. Se André Dias não puder jogar, há uma chance de Aislan ser escalado. Na lateral, se Zé não tiver condições, Arouca deve seguir no setor, como nas últimas partidas.

NOROESTE SÃO PAULO
Fernando Vizzotto; Éder, Anderson Marques, Marcelinho e George; Júlio Bastos, Bilu, Bruno César e Luciano Bebê; Gilsinho e Marinho. Rogério Ceni, Rodrigo, André Dias (Aislan) e Richarlyson; Zé Luis (Arouca), Jean, Hernanes, Jorge Wagner e Junior Cesar; Borges e Washington.
Técnico: Fahel Júnior. Técnico: Muricy Ramalho.
Estádio: Dr. Alfredo de Castilho. Data: 25/03/2009. Árbitro: Leonardo Ferreira Lima. Auxiliares: Alessandro Pitol Arantes e Fábio Luiz Freire
Transmissão: A TV Globo exibe a partida ao vivo, e o Premiere, pelo sistema pay-per-view, mostra para todo o país.

segunda-feira, 23 de março de 2009

Washinton é substituído e não gosta

Ao ser substituído, Washington demonstra insatisfação e faz cara feia
Atacante são-paulino sai de campo sem mesmo cumprimentar André Lima, seu substituto
O são-paulino Washington tenta, mas é bem marcado pela zaga do Paulista
Washington e Borges mostraram entrosamento dentro de campo, mas pouco conseguiram fazer para mudar a história do jogo em Jundiaí e sair do empate em 1 a 1 com o Paulista. No segundo tempo, o técnico do São Paulo, Muricy Ramalho, tentou André Lima no lugar do camisa 9, que ao ser substituído demonstrou insatisfação, e saiu sem mesmo cumprimentar o companheiro.
Ao deixar o gramado, o artilheiro do Tricolor arrancou a munhequeira e tacou no banco de reservas. Quando questionado o motivo da irritação, Washington tentou se explicar e afirmou que a cara fechada não foi pela alteração do treinador.

- Eu não reclamei do Muricy pela substituição, mas porque o jogo estava truncado e a equipe poderia ter explorado mais as jogadas de área, que é o meu forte. Assim, poderíamos ter aproveitado melhor as chances. Fiquei chateado porque nenhuma bola sobrava para mim.
Washington marcou oito vezes no Campeonato Paulista e, desde que foi contratado, tem sido tratado como titular absoluto do Tricolor. O atleta garantiu que vai continuar se esforçando para ajudar o time a conquistar as vitórias.
- Eu gostaria de fazer gols em todos os jogos, mas o fundamental é o São Paulo sair sempre vitorioso. Infelizmente hoje as jogadas deram certo, mas faltou a boa finalização – lamentou o Coração valente.

Problemas na zaga

Com Miranda na seleção e Renato Silva suspenso, Muricy terá desfalques na zaga
O técnico do São Paulo vai pensar em como escalar sua defesa para a próxima partida
Para Muricy (foto), Miranda merece convocação
O professor Muricy Ramalho vai enfrentar um outro problema para a próxima rodada do Campeonato Paulista desta quarta-feira contra o Noroeste, em Bauru. Na partida do último domingo contra o Paulista, o zagueiro do São Paulo, Renato Silva, recebeu o terceiro cartão amarelo e não estará à disposição do técnico. Além dele, Miranda vai se apresentar à seleção brasileira nesta terça-feira para enfrentar o Peru, no domingo, pelas Eliminatórias da Copa de 2010.
- Teremos um problema na zaga na próxima semana. O Miranda vai defender a seleção brasileira, o André Dias ainda não está 100% e o Renato Silva vai cumprir suspensão.
O comandante do Tricolor afirmou que o zagueiro merece a convocação pelo que demonstra dentro de campo. Apesar do desfalque, Muricy explicou que é importante para o clube ter um atleta defendendo a seleção brasileira.
- Ele mereceu ser chamado. Por um lado é bom para o São Paulo, já que temos um jogador com visibilidade, e, por outro, sofreremos uma falta significativa, já que ganhar a partida é obrigação. Agora é foco na classificação para as semifinais.

domingo, 22 de março de 2009

Torcida Independente

História

A Torcida Tricolor Independente surgiu de divergências de opiniões da antiga torcida uniformizada TUSP (Torcida Uniformizada do São Paulo). Em 1972, estava disputando a taça Libertadores da América, no Paraguai. Era a primeira vez que a TUSP ia em um campeonato no exterior, muito contente a torcida levou oito ônibus, brindes, camisas, bandeiras para serem entregues aos simpatizantes são-paulinos. Porém na disputa contra o Cerro Porteño, o time perdeu por 3 a 2. Alguns integrantes da torcida descobriram que os presidentes e pessoas ligadas estavam hospedados em hotéis de luxo, enquando o restante da torcida em pensões. Não bastasse a derrota, também ficaram sabendo que os tais brindes eram vendidos pelos dirigentes. Na volta da viagem, depois do último jogo contra o Olimpia vencido por 1 a 0, cogitou-se a formação de uma repartição da torcida. Newton Ribeiro, um dos fundadores da Independente, foi procurado por Ricardo Rapp e Rinaldo Cardoso, dois torcedores indignados com a Tusp, para discutir a formação de uma nova torcida. Juntaram-se a ele cerca de 40 pessoas, também insatisfeitos.

[editar] Dificuldades (março a abril de 1972)

Foi muito dificultoso organizar a torcida. Arnaldo Ruic, diretor social do São Paulo, não aprovava a formação da nova torcida. Dizia "isso é coisa de corinthiano e maloqueiro." Outra dificuldade foi um local para reuniões. Para a primeira reunião foi emprestada uma sala da Esfera Tour Turismo, na Av. Ipiranga. Nesse dia fizeram muitas escolhas. Uma delas foi o nome. Pensaram no começo em colocar o nome de animal muito usado na época. Mas Ricardo Rapp, tendo inspirações nos movimentos de indepedência ao redor do mundo, sugeriu o nome "Independente". Surgiu assim Tricolor Independente. O passo seguinte foi a escolha da camisa, uniforme 1, uma vez que a TUSP utilizava o uniforme 2. Assim a diretoria foi composta: Newton Ribeiro, presidente; Rinaldo Cardoso Leite, vice-presidente; Ricardo Rapp, coordenador de campo e tesoureiro; e Célio Perina, José Octávio Alvez Azevedo, Plínio Peloso, José Oswaldo Feitosa, sem cargos específicos. Nessa reunião resolveram que, só usariam bandeirões bem grandes de quatro por seis metros, com o nome da torcida, para chamar atenção nos estádios; e que a torcedora símbolo seria dona Filinha, figura muito querida dos são-paulinos. A data oficial da fundação da Independente ficou sendo a de 17 de abril de 1972. Seus estatutos ficaram prontos no dia 9 de junho do mesmo ano. Para ser sócio bastava ser são-paulino, ter duas fotografias e contribuir mensalmente com Cr$20 mil.

Sofrimento nos estádios

Tiveram de brigar por um espaço na arquibancada e no estádio, para guardar o material, e, ainda conquistar novos torcedores. O primeiro jogo ao qual a torcida compareceu oficialmente foi no dia 23 de abril de 1972, no Estádio do Pacaembu. O São Paulo jogava contra a Lusa. A primeira preocupação foi o espaço a estabelecer na arquibancada, já que na época a TUSP ocupava todo o local. José Carlos Zabeu, Mário Luisa Marcondes (Cida), Luis Alfredo (Turiaçu) entre outros, foram os primeiros torcedores convidados a integrar a torcida. A cada jogo o processo se repetia. O trabalho era cansativo. Mas, o mais desgastante era não ter onde guardar o material, (a sala da Av. Ipiranga só ficou emprestada por três meses). Dia de jogo, eram obrigados a chegar muito mais cedo aos estádios, porque tudo era feito lá mesmo com algumas horas de antecedência. O sufoco chegou a tal ponto que resolveram procurar o conselheiro do São Paulo, Paulo Planet Buarque, para pedir um espaço no Morumbi. A reunião foi marcada com o conselheiro de obras do estádio Antonio Numes Leme Galvão. Mas, o tema do encontro acabou sendo a própria torcida: "Eles queriam que desistíssemos. A sala foi conseguida depois de um ano e de muitas idas e até lá. Paralelamente, a luta por uma sede continuava.

As dificuldades iniciais da Torcida Independente

A maior dificuldade foi com os proprietários, que negavam a locação, logo após saberem o motivo da procura. Enquanto isso, os encontros se realizavam na Galeria Guatapará, na rua 24 de Maio, ou no Largo do Paiçandu, a céu aberto. Era época da ditadura. A primeira caravana da Independente para Piracicaba, não traz boas recordações para seus integrantes. O São Paulo disputava o Campeonato Paulista de 1972. A torcida alugou um ônibus mas somente 15 torcedores apareceram. Mas a segunda viagem para Araraquara, ainda durante o campeonato, foi muito importante, pois trouxe a pessoa que iria por as suas finanças em dia: Arari Guimarães. Ele chegou por meio de um anúncio publicado na Gazeta Esportiva. Um recurso para completar a lotação do ônibus que, até aquele momento estava apenas com 20 reservas. E, ainda, levou mais 10 pessoas para a viagem. Mas sua revelância não se resume a isso. Por ser pessoa de muita responsabilidade, foi convidado para ser o tesoureiro. Em contrapartida, quando a Independente se encontrava em dificuldades financeiras, usava os próprios recursos para saldar as dívidas. Na época, o crescimento da torcida dependia diretamente do desempenho do time, de 1972 a 1974, período em que o São Paulo não ganhou campeonatos, o número de associados caiu. Para reverter o quadro, algumas pessoas iniciaram uma campanha em rádios e jornais e lançaram, também o São Paulino Amigo(um folheto para ser distribuídos nos jogos) na tentativa de popularizar a Independente. Mas o grande impulso foi dado pela própria polícia. Em protesto a proibição do uso dos instrumentos musicas no campo. Nilson confeccionou faixas com os seguintes dizeres: Silêncio estamos jogando; e o corneteiro passou a tocar a marcha do Silêncio.O ocorrido foi um sucesso todos os meio de comunicação deram destaque a notícia. De 200 associados chegaram a 1 mil, em um ano.

Contemporâneo

Em agosto de 1995 ocorreu uma briga no Estádio do Pacaembu entre a Torcida do São Paulo e a torcida do Palmeiras onde infelizmente morre um torcedor.A F.P.F. proibiu a entrada nos estádios e a Justiça por meio do Ministério Público anos depois fechou a entidade Torcida Tricolor Independente. Nesses meses de proibição muita coisa aconteceu na Independente, alguns diretores, fundadores e associados foram afastados por ações não dignas de pessoas que amam a Torcida. Sendo que em 11 novembro de 1998 foi fundada o G.R.E.C. Tricolor Independente com novos fundadores e também uma nova diretoria, todos unidos em prol da nova agremiação que começava tudo do zero mas usava o respeitado nome Independente. Após a fundação os primeiros problemas começaram a surgir, a Tricolor Independente não possuía sede, material e muito menos dinheiro em caixa. Independente foi a única torcida que foi tomada por alguns ex-diretores e associados da torcida que insatisfeito com a diretoria da torcida que era bancada pelo São Paulo gastava dinheiros em fins particulares e assim deixando a torcida com dividas superiores a 250 mil reais e nome sujo na praça. No final de 2002, o bonde de Batata e Negão assumiram a torcida, sem dinheiro, com dívidas e sem ter um material na sede. Em pouco tempo a torcida já estaria com novos fornecedores, diversas sub-sedes e caravanas para todo mundo. Como maior feito desta atual diretoria, conhecida como A Retomada foi a volta aos estádios paulistas com nossas faixas, camisas e bandeiras. Graças a coperação e o trabalho junto com o Ministério Público e a Polícia Militar. A Independente pode finalmente colocar uma faixa em um estádio de futebol em São Paulo com seu nome.

[editar] Participação no Carnaval

Com a nova torcida foi criado também o Bloco Independente, que passou a disputar o Carnaval de São Paulo, a exemplo de outras torcidas organizadas. Porém, após uma confusão em 2003, com integrantes do Pavilhão 9 e da Mancha Verde[1], o bloco foi excluído do carnaval pela UESP.

[editar] Subsedes oficiais da Independente

Bob Marley o rei do reggae

Bob Marley

Bob Marley

Bob Marley apresentando-se em Zurique, Suíça, no dia 30 de maio de 1980.
Informação geral
Nome completo Robert Nesta Marley
Data de nascimento 6 de Fevereiro de 1945 Saint Ann, Jamaica
Origem Saint Ann
País Jamaica
Data de morte 11 de Maio de 1981 (36 anos) Miami, Florida, Estados Unidos

1981

Gêneros Reggae, Ska, Rocksteady
Instrumentos Guitarra, Violão, Percussão
Período em atividade 1962 a 1981
Gravadoras Island Records
Universal Music
Afiliações The Wailers,associated com The Upsetters,

associated com I Threes

Sítio oficial www.BobMarley.com

Robert Nesta Marley, mais conhecido como Bob Marley (Saint Ann, 6 de fevereiro de 1945Miami, 11 de maio de 1981) foi um cantor, guitarrista e compositor jamaicano, o mais conhecido músico de reggae de todos os tempos, famoso por popularizar o gênero. Grande parte do seu trabalho lidava com os problemas dos pobres e oprimidos. Ele foi chamado de "Charles Wesley dos rastafáris" pela maneira com que divulgava a religião através de suas músicas.

Bob foi casado com Rita Marley, uma das I Threes, que passaram a cantar com os Wailers depois que eles alcançaram sucesso internacional. Ela foi mãe de quatro de seus doze filhos (dois deles adotados), os renomados Ziggy e Stephen Marley, que continuam o legado musical de seu pai na banda Melody Makers. Outro de seus filhos, Damien Marley (vulgo Jr. Gong) também seguiu carreira musical.

Índice

[esconder]

Juventude

Bob Marley nasceu em 6 de fevereiro de 1945 em Saint Ann, no interior da Jamaica, filho de Norval Marley, um militar branco inglês e Cedella Booker, uma adolescente negra vinda do norte do país. Cedella e Norval estavam de casamento marcado para 9 de julho de 1944. No dia seguinte ao seu casamento, Norval abandonou-a, porém continuou dando apoio financeiro para sua mulher e filho. Raramente os via, pois estava constantemente viajando. Após a morte de Norval em 1955, Marley e sua mãe se mudaram para Trenchtown, uma favela de Kingston, onde o garoto era provocado pelos negros locais por ser mulato e ter baixa estatura (1,63 m).

Carreira musical

Princípio

Marley começou suas experimentações musicais com o ska e passou aos poucos para o reggae enquanto o estilo se desenvolvia. Marley é talvez mais conhecido pelo seu trabalho com o grupo de reggae The Wailers, que incluía outros dois célebres músicos, Bunny Wailer e Peter Tosh. Livingstone e Tosh posteriormente deixariam o grupo para iniciarem uma bem-sucedida carreira solo.

A maioria do trabalho inicial de Marley foi produzida por Coxsone Dodd no Studio One. O relacionamento dos dois se deterioraria mais tarde devido a pressões financeiras, e no começo da década de 1970 ele produziu o que é considerado por muitos o seu melhor trabalho, então pelas mãos de Lee "Scratch" Perry. A dupla também se separaria, desta vez por problemas com direitos autorais. Eles trabalhariam juntos novamente em Londres, e permaneceriam amigos até a morte de Marley.

O trabalho de Bob Marley foi amplamente responsável pela aceitação cultural da música reggae fora da Jamaica. Ele assinou com o selo Island Records, de Chris Blackwell, em 1971, na época uma gravadora bem influente e inovadora. Foi ali, com No Woman, No Cry em 1975, que ele ganhou fama internacional..

Tiroteio e violência eleitoral

Em 1976, dois dias antes de um show gratuito organizado por Bob Marley e o então primeiro-ministro jamaicano Michael Manley durante as eleições gerais, Marley, sua esposa Rita e o empresário Don Taylor foram baleados na residência do astro em Hope Road. Marley sofreu ferimentos leves no braço e no tórax. Don Taylor levou a maior parte dos tiros em sua perna e torso ao andar acidentalmente na frente da linha de fogo. Ele foi internado em estado grave mas recuperou-se. Rita Marley também foi internada após um grave ferimento na cabeça. Acredita-se que o tiroteio teve motivações políticas (os políticos jamaicanos eram em geral violentos na época, especialmente quando as eleições se aproximavam). O concerto foi visto como um gesto de apoio ao primeiro-ministro, e supostamente Marley foi alvo dos defensores do partido conservador da Jamaica, o Jamaican Labour Party. Embora a polícia nunca tenha pego os atiradores, os seguidores de Marley mais tarde "acertaram as contas" com eles nas ruas de Kingston. Além disso, o Candidato Michael Manley foi eleito.

Final de carreira

Bob Marley deixou a Jamaica no final de 1976 e foi para a Inglaterra, onde gravou os álbuns Exodus e Kaya e onde também foi preso pela posse de um cigarro de maconha. Ele lançou a música Africa Unite no álbum Survival em 1979, e então foi convidado a tocar nas comemorações pela independência do Zimbabwe em 17 de abril de 1980.

Convicções políticas e religiosas

Bob Marley era adepto da religião rastafári. Ele foi influenciado por sua esposa Rita, e passou a receber os ensinamentos de Mortimer Planno. Ele servia de fato como um missionário rasta (suas ações e músicas demonstram que isso talvez fosse intencional), fazendo com que a religião fosse conhecida internacionalmente. Em suas canções Marley pregava irmandade e paz para toda a humanidade. Antes de morrer ele foi inclusive batizado na Igreja Ortodoxa da Etiópia com o nome Berhane Selassie.

Marley era um grande defensor da maconha, usada por ele no sentido da comunhão, apesar de que seu uso não é consenso entre os rastafáris. Na capa de Catch a Fire inclusive ele é visto fumando um cigarro de maconha, e o uso espiritual da cannabis é mencionado em muitas de suas músicas.

Marley também tinha conexões com a seita rastafári "Doze Tribos de Israel", e expressou isso com uma frase bíblica sobre José, filho de Jacó, na capa do álbum Rastaman Vibration.

A batalha contra o câncer

Diagnóstico

Em julho de 1977 Marley descobriu uma ferida no dedão de seu pé direito, que ele pensou ter sofrido durante uma partida de futebol. A ferida não cicatrizou, e sua unha posteriormente caiu; foi então que o diagnóstico correto foi feito. Marley na verdade sofria de uma espécie de câncer de pele, chamado melanoma maligno, que se desenvolveu sob sua unha. Os médicos o aconselharam a ter o dedo amputado, mas Marley recusou-se devido aos princípios rastafaris que diziam que os médicos são homens que enganam os ingênuos, fingindo ter o poder de curar. Ele também estava preocupado com o impacto da operação em sua dança; a amputação afetaria profundamente sua carreira no momento em que se encontrava no auge (na verdade, a preocupação de Bob Marley era quanto à amputação de qualquer parte de seu corpo, seja o dedo do pé ou suas tranças. Para os seguidores dessa religião/filosofia, não se deve cortar, aparar ou amputar qualquer parte do corpo). Marley então passou por uma cirurgia para tentar extirpar as células cancerígenas. A doença foi mantida em segredo do grande público.

Conversão

Segundo seu filho Ziggy Marley, Marley se converteu ao cristianismo antes de morrer. O motivo seria o de que, segundo a religião rasta, o corpo é um templo sagrado e por isso retirar o câncer seria errado. Marley teria descoberto muitas coisas semelhantes entre o rastafarianismo e o cristianismo e decidido que seu corpo deveria ser cuidado. O próprio Ziggy ainda tenta espalhar o legado de seu pai, com ideais e raízes do rastafarianismo e do reggae, mas com um entendimento cristão.[1][2][3]

Colapso e tratamento

O câncer espalhou-se para seu cérebro, pulmão e estômago. Durante uma turnê no verão de 1980, numa tentativa de se consolidar no mercado norte-americano, Marley desmaiou enquanto corria no Central Park de Nova Iorque. Isso aconteceu depois de uma série de shows na Inglaterra e no Madison Square Garden, mas a doença o impediu de continuar com a grande turnê agendada. Marley procurou ajuda, e decidiu ir para Munique para tratar-se com o controverso especialista Josef Issels por vários meses, não obtendo resultados.

Morte

Um mês antes de sua morte, Bob Marley foi premiado com a Ordem ao Mérito Jamaicana. Ele queria passar seus últimos dias em sua terra natal, mas a doença se agravou durante o vôo de volta da Alemanha e Marley teve de ser internado em Miami. Ele faleceu no hospital Cedars of Lebanon no dia 11 de maio de 1981 em Miami, Flórida, aos 36 anos. Seu funeral na Jamaica foi uma cerimônia digna de chefes de estado, com elementos combinados da Igreja Ortodoxa da Etiópia e do Rastafarianismo. Ele foi sepultado em uma capela em Nine Mile, perto de sua cidade natal. Junto com ele foram enterrados sua guitarra Gibson Les Paul e uma bíblia.

Reputação póstuma

A música e a lenda de Bob Marley ganharam mais e mais força desde sua morte, e continuam a render grandes lucros para seus herdeiros. Também deu a ele um status mítico, similar ao de Elvis Presley e John Lennon. Marley é enormemente popular e bastante conhecido ao redor do mundo, particularmente na África e na América Latina. É considerado por muitos como o primeiro popstar do Terceiro Mundo.

Controvérsia sobre o local do túmulo

Em janeiro de 2005 foi divulgado que Rita Marley estava planejando exumar os restos de Bob Marley e enterrá-los em Shashamane, Etiópia. Ao anunciar sua decisão, Rita afirmou que "toda a vida de Bob foi centrada na África, não na Jamaica". Os jamaicanos foram amplamente contra a proposta, e a comemoração do aniversário de Bob em 6 de fevereiro de 2005 foi celebrada em Shashamane pela primeira vez, pois, antes todas as outras haviam sido realizadas na Jamaica.

Prêmios e honrarias

Discografia

Referências

Bibliografia

  • Marley, Rita e Jones, Rettie. No Woman No Cry: Minha Vida com Bob Marley
  • White, Timothy. Catch a Fire: The Life of Bob Marley. Owl Books (NY), 1998.

Filmes sobre Bob Marley

  • Rebel Music: The Bob Marley Story
  • Time Will Tell
  • Legend
  • Caribbean Nights
  • Live! (at the Rainbow)
  • Catch a Fire
  • Spiritual Jorney
  • You will die hard

Ligações externas


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Após liderança na Libertadores, Tricolor coloca força máxima contra o Paulista

Muricy diz que time já está melhor fisicamente e poderá escalar titulares

Com situação para lá de tranquila na Libertadores , o São Paulo tenta deixar a competição mais importante do ano de lado e volta a atenção para o Paulistão . O time encara o Paulista, neste domingo, às 16h, em Jundiaí, ainda cansado da viagem para o Uruguai e da partida dura contra o Defensor. Trouxe a vitória por 1 a 0 na bagagem, mas agora precisa pensar no Estadual. No entanto, o técnico Muricy Ramalho vê que o time já está melhor condicionado fisicamente e vai com força máxima para o duelo, apesar de alguns desfalques.

- O rodízio era importante antes porque jogadores não tinham condição ideal. De um tempo para cá, a parte física melhorou e iríamos começar a repetir mais o time para dar entrosamento. Por isso, temos de colocar o que temos de melhor, mas ainda vou conversar com eles - explicou o comandante são-paulino.

Por ter vencido as duas últimas partidas do Paulistão, contra Mirassol e Marília, o Tricolor se manteve na terceira posição, com 29 pontos. O Santos, com 27, está na cola. O Paulista está em 14º, com 15 pontos e vem de uma derrota por 2 a 0 para o Mirassol. Mas apesar de não estar bem na competição, o time de Jundiaí tem o exemplo do Mogi Mirim, que quando enfrentou o mistão do São Paulo, venceu e chegou a sair da lanterna.

Giba faz mudanças para não repetir erros

Após a derrota para o Mirassol, o técnico Giba estudou os erros cometidos pelo time e pensou em fazer mudanças. O treinador conversou com o grupo e ressaltou a importância de vencer o São Paulo.

- Nós conversamos bastante e eu mostrei para os jogadores os erros que cometemos no último jogo, principalmente no aspecto tático. Vou fazer algumas mudanças. Precisamos nos precaver, principalmente nas bolas aéreas - explicou o treinador, ao site oficial da Federação Paulista de Futebol.

Giba vai reforçar o setor defensivo para tentar conter a forte dupla formada por Borges e Washington. Ele vai escalar o time no 3-5-2, e Freire vai ganhar uma vaga. A única dúvida é no ataque. Zé Carlos ainda se recupera de dores musculares na coxa direita e Enílton será o seu substituto caso ele não possa jogar.

Desfalques, mas com força máxima

Arouca segue improvisado na lateral

André Dias e Zé Luis, machucados, seguem em tratamento no departamento médico e dificilmente serão liberados para o jogo. Dagoberto e Junior Cesar estão suspensos. Na zaga, Rodrigo segue ao lado de Miranda e Renato Silva. Na lateral, Muricy deve manter Arouca improvisado. O jogador está se adaptando à nova função.

- Estou tranquilo, o professor sabe que não é a minha função, mas procuro treinar forte e me doar ao máximo para quando ele precisar - explicou o volante, que atuou como lateral na vitória sobre o Defensor.

PAULISTA SÃO PAULO
André Luís; Freire, Marcelo Xavier e Eli Sabiá; Marcelo Toscano, Cléber Goiano, Ramalho, Alex Oliveira e Eduardo; Felipe Azevedo e Zé Carlos (Enílton). Rogério Ceni, Rodrigo, Renato Silva e Miranda; Arouca, Jean, Hernanes, Hugo e Jorge Wagner; Borges e Washington.
Técnico: Giba. Técnico: M. Ramalho.
Estádio: Dr. Jaime Pinheiro de Ulhoa Cintra, em Jundiaí. Data: 22/03/2009. Árbitro: Marcelo Rogério. Auxiliares: Reinaldo Rodrigues dos Santos e Alexandre Basilio Vasconcellos.
Transmissão: O Premiere, pelo sistema pay-per-view, mostra para todo o país.

sexta-feira, 20 de março de 2009

Zé Luis renova com triclor

De 'bola cheia' com Muricy Ramalho, Zé Luis renova até 2011

Jogador teve início complicado no clube, mas deu a volta por cima e é peça importante para a equipe tricolor



Reprodução/Site Oficial do São Paulo

Aplicação de Zé Luis é elogiada por Muricy

Satisfeito no Morumbi, o lateral-direito Zé Luis prolongou seu vínculo com o São Paulo até 2011. Contratado junto ao Verdy Tokyo, do Japão, em julho de 2007, o jogador teve um início complicado no clube, com uma grave lesão - fissura entre duas vértebras cervicais que o tirou de várias partidas da equipe -, mas deu a volta por cima e ganhou a confiança do técnico Muricy Ramalho. Agora, Zé Luis vem sendo considerado uma peça importante para o Tricolor.

- Os primeiros seis meses foram de prova, serviam pra mostrar se eu tinha condições de ficar aqui. Tive a infelicidade de quando chegar a cinco partidas eu me machucar, e mesmo assim o São Paulo confiou em mim - disse o jogador.

De acordo com o site oficial do São Paulo, a renovação de contrato de Zé Luis foi confirmada na última terça-feira. Feliz com o acerto, o atleta afirmou que se sente muito bem no clube e pretende cumprir os três anos de vínculo que terá pela frente.

- É muito bom, queria isso e fiquei muito feliz porque esse interesse veio do São Paulo, sem eu tomar partido. Esse contrato de três anos é também importante pra minha vida pessoal porque dá para fazer um projeto familiar, já que não preciso mudar de país ou estado. Para mim, foi importante e espero esse ano retribuir isso com títulos e várias conquistas. Espero continuar sendo muito feliz - comentou.

O técnico Muricy Ramalho deixou claro que Zé Luis está de "bola cheia". O treinador são-paulino exaltou a renovação de contrato do jogador e disse que o Tricolor assegurou a permanência de um profissional de bom caráter e também polivalente.

- O Zé já mostrou o lado profissional dele, o quanto é útil não só em sua posição, mas em vários setores do campo. Além disso, a disciplina é excelente. Ele é bom caráter e uma ótima pessoa, ninguém assina contratos longos com um jogador se não for boa pessoa. Então, esse é o diferencial dele - elogiou Muricy.

Juvenal quer jogar paulista com garotos

Juvenal volta a dizer que gostaria de disputar o Paulistão com garotos

Elenco se reapresenta nesta sexta-feira, já de olho no jogo contra o Paulista

Carolina Elustondo São Paulo

Após vencer o Defensor por 1 a 0 na última quarta-feira, no Centenário, e assegurar a liderança isolada do Grupo 4 da Libertadores, o São Paulo desembarcou no Aeroporto Internacional de Guarulhos na tarde desta quinta-feira. Os jogadores se reapresentam nesta sexta à tarde já para o compromisso com o Paulista, neste domingo, em Jundiaí, pelo Estadual.


Durante o desembarque, o presidente Juvenal Juvêncio voltou a afimar que gostaria mesmo é de disputar a competição local com um time formado por juniores, para dar atenção apenas à Libertadores. Ele já havia divulgado essa ideia no fim do ano passado, após romper com a Federação Paulista

- Eu gostaria mesmo é de colocar o time da Copa São Paulo para jogar. Mas não vou fazer porque respeito o torcedor, a mídia e as empresas que investem dinheiro no clube. Dizem para mim "não faça declarações contra o Paulista, não coloque a molecada" e estou respeitando isso. Mas só respeito por causa dos investidores, porque na hora que eu fizer o que desejo vou prejudicá-los. Mas quando se permite que se faça o que o São Caetano esta fazendo é preciso mudança de rumo. - resumiu o mandatário, lembrando que o Azulão pediu para transferir a partida contra o Tricolor para Presidente Prudente.

O presidente são-paulino rompeu com a FPF após o presidente da entidade, Marco Polo Del Nero, sugeriu que o árbitro (Wagner Tardelli) da partida Goiás x São Paulo, que deu o título para o Tricolor, fosse trocado, pois poderia estar sob suspeita.

Segundo ele, a sua secretaria teria recebido um envelope da secretária do presidente são-paulino, Juvenal Juvêncio, com ingressos para o show que a cantora Madonna faria no Morumbi, endereçados ao juiz. Tardelli foi afastado na véspera da partida, mas Del Nero não conseguiu provar as suas denúncias. E acabou suspenso por 90 dias do cargo.

Muricy deve mesclar time contra Paulista

Atletas se colocam à disposição, mas Muricy deve mesclar time em Jundiaí
Técnico ressalta que não tem quase tempo para treinar para o Paulistão
Carolina Elustondo Direto de Montevidéu
Borges fez o gol da vitória diante do Defensor .
A vitória por 1 a 0 sobre o Defensor foi comemorada, mas agora o São Paulo, que chega ao Brasil na tarde desta quinta-feira, já precisa pensar no Paulista, adversário deste domingo, em Jundiaí, pelo estadual. Não há tempo para treinar e preparar o grupo, lamenta o técnico Muricy Ramalho, que deve mesclar a equipe mais uma vez, avaliando os atletas de acordo com a parte física. - Faremos o de sempre: vamos conversar com a comissão e os jogadores, ver como todos estão e se vão se recuperar do cansaço a tempo. É preciso ter calma para decidir porque a gente não tem mais treino, só recupera e joga - ressaltou o comandante. Os jogadores, claro, se colocam à disposição de Muricy sempre. Mas entendem que o treinador faz o correto ao mesclar a equipe e dar um descanso para os que se desgastam um pouco mais fisicamente. Borges, autor do gol, salientou o desgaste sofrido pelo time diante dos uruguaios, principalmente por ter sido um jogo de muitos choques. E se precisar de mais uns dias para se recuperar, vai avisar ao treinador. - O melhor momento agora é de descansar, o time errou passes pelo desgaste, encarou um gramado pesado. Todo mundo quer jogar e eu também, mas se estiver cansado vou falar para o Muricy. Agora estou bem, mas vamos esperar mais uns dias para ver o efeito do jogo em cada um - explicou o camisa 17.

Acabou o rodízio

Dupla dinâmica deixa Muricy tranquilo: 'É bom ter dois artilheiros'
Borges e Washington fizeram todos os gols tricolores na Libertadores
Carolina Elustondo São Paulo
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Muricy tem elogiado sua dupla de atacantes
Cada um anotou três gols na Libertadores até o momento. Na vitória por 1 a 0 sobre o Defensor, na última quarta-feira, em Montevidéu, foi a vez de Borges decidir a partida a favor do São Paulo. Os números da parceira, formada nesta temporada, impressionam: juntos, eles conquistaram dez vitórias em um empate com o Tricolor, além de 15 gols marcados. Em branco diante dos uruguaios, Washington diz que estão tranquilo quando vê que o companheiro dá conta do recado. - O que importa é que há força na frente, quando não é um é o outro, e quem ganha é o São Paulo. A gente conversa, se procura em campo e isso está ajudando bastante, espero que melhore cada vez mais. Muricy Ramalho comemora o desempenho da dupla. O treinador, que sempre elogia a qualidade dos atacantes, conta com dois artilheiros na frente agora.
- Um dia ele (Borges) marca, no outro o Washington anota. É bom ter dois artilheiros. Uma hora um dos dois faz gol, é o normal deles, que estão se ajudando e se encontrando em campo. Borges fez sete gols nos últimos oito jogos pelo Tricolor. Empatado com Washington em gols na Libertadores, o atacante deseja fazer ainda mais na competição internacional, mas artilharia é algo que está em segundo plano. - É cedo para falar sobre isso, quero fazer uma grande Libertadores, esse é o objetivo, e desejo fazer o máximo de gols, mas o primeiro passo é ajudar o São Paulo a vencer. Isso é o que importa.

quinta-feira, 19 de março de 2009

História do grade São Paulo

O São Paulo Futebol Clube nasceu da revolta e do inconformismo e se manteve vivo pela determinação; nunca foi gratuito o qualificativo "clube da fé".

Em 1930, o tradicional Club Athlético Paulistano dissolveu o seu time de futebol, por não aceitar transformá-lo em profissional, movimento muito forte que estava modificando a estrutura daquele esporte, ocasionando intensa luta, com muita política, entre a Liga Amadora de Futebol e a Associação Paulista de Esportes Amadores. No entanto, um grupo de sessenta sócios resistiu à idéia do desaparecimento do futebol. Afinal, o Paulistano estava ligado ao início do esporte no Brasil. Trazido da Inglaterra, o futebol aqui era jogado pelos ingleses, funcionários da São Paulo Railway depois, Estrada de Ferro Santos-Jundiaí, em seguida Fepasa e de alguns bancos.

Em 1894, Charles Miller trouxe duas bolas da Inglaterra e organizou um time entre seus companheiros do São Paulo Athletic Club. Somente dez anos depois começaram a surgir times brasileiros, como o Mackenzie e o Esporte Clube Internacional.

Em 1900, com a fundação do Club Athlético Paulistano, o futebol foi organizado oficialmente e se passou a disputar campeonatos. Em 1925, o Paulistano realizou uma excursão pela Europa, considerada memorável pelas muitas vitórias. Aqueles sessenta sócios inconformados se juntaram e organizaram um clube, denominado São Paulo que, se tinha dinheiro, não tinha campo nem time. Naquele momento, surgiu a possibilidade de fusão com outro clube, a Associação Atlética Palmeiras (nenhuma relação com o Palmeiras atual, remanescente do Palestra Itália), que, se não tinha dinheiro, tinha campo e time. O campo era na Chácara da Floresta, nas proximidades da Ponte Grande, junto ao rio Tietê. Era, no dizer do historiador Pereira de Souza, "um simples parque de velhas figueiras entremeadas de coqueiros, tudo como a ocultar discreto Recreio, contemplando o velho Anhembi, transportando, de bubuia, batelões conduzindo areia, lenha e tijolos".

A chácara ficava entre o Clube São Bento e o C. R. Tietê, chegando-se a ela por um corredor entre os dois. O gramado era de primeira qualidade, ainda que as instalações, em geral, fossem modestas, conforme relato feito por Carlos Eduardo Toledo, o Toledinho, que acentua: "Era o campo todo cercado por arquibancadas de madeira, com os vestiários para os jogadores embaixo da arquibancada principal, coberta. Os jogos do São Paulo lotavam o campo, cabia quinze mil pessoas. A torcida era grande e entusiasmada".

A Associação Atlética Palmeiras tinha, no uniforme branco, uma faixa preta horizontal. O uniforme do Paulistano era vermelho e branco, portanto, realizou-se o óbvio. Conservou-se o branco, comum aos dois, acrescentando-se o vermelho de um e o negro do outro. Nascia o Tricolor.

Walter Ostrich (Oliver) foi o encarregado de desenhar o distintivo que resultou simples, com um visual limpo e moderno, um triângulo tricolor com as iniciais SPFC encimado. A reunião de fundação foi no dia 27 de janeiro de 1930, no número 28 da praça da República. Discutidos os estatutos, foi eleita a primeira diretoria, com Edgard de Souza Aranha como presidente.

A curiosidade é que entre os dezoito membros do Conselho Deliberativo figurava o jornalista Júlio de Mesquita Filho, de O Estado de S. Paulo. Vários jogadores do Paulistano se inscreveram imediatamente no novo clube: Friedenreich, Joãozinho, Cassiano Passos, Barthô, Clodô, Nestor, Mário Andrada e Sérgio.

Com algumas reformas, o campo da Floresta foi aberto ao público no dia 9 de março, com a realização do Torneio Início da APEA, quando o SPFC enfrentou o Ipiranga. Formiga marcou o primeiro gol do novo clube. No dia 16, no mesmo campo, era realizado o primeiro jogo do Campeonato Paulista daquele ano, tendo o São Paulo enfrentado o Ipiranga, empatando em 0 x 0.

O time: Nestor, Clodô e Barthô; Boock, Zito e Alves; Luizinho, Milton e Friedenreich; Seixas e Zanuela.

Como Souza Aranha era também presidente da Light & Power, as negociações para a iluminação da Floresta foram rápidas e no dia 28 de março foi realizado o primeiro jogo noturno de São Paulo. Um combinado paulista enfrentou e derrotou o Sportivo de Buenos Aires por 8 x 1.

Ainda em fase de organização, com problemas técnicos e administrativos, o São Paulo terminou vice-campeão, com onze pontos perdidos e uma só derrota. Friedenreich ficou em segundo lugar na artilharia, com 26 gols.

Neste ano, por causa da Revolução de 1930, não aconteceu o Campeonato Brasileiro, no entanto diversos times internacionais visitaram São Paulo. O Hakoah, de Israel, venceu um combinado formado pelo Palestra e pelo São Paulo por 3 x 1. No ano seguinte, após infindáveis modificações, pois o time foi mexido quinze vezes, usando-se 22 jogadores, o São Paulo ganhou o campeonato, com sete pontos perdidos, três à frente do vice. O técnico, Rubens Salles. O clube se consolidou razoavelmente, mantendo-se bem até 1934, quando comprou uma sede luxuosa, o Trocadero, mergulhando numa dívida enorme de 190 contos de réis.

Foi quando "os donos do clube", na expressão de Toledinho, decidiram uma fusão, na verdade muito mais uma entrega do São Paulo ao C. R. Tiête que absorveu a dívida e o patrimônio do clube. Nova revolta dos associados que chegaram a fundar o Grêmio Tricolor, destinado a tentar preservar o São Paulo. Inútil.

Em 1935, o clube não existia mais, porém o velho inconformismo e a obstinação levaram um grupo a manter viva a idéia do São Paulo, o que significa que já existia então uma mística. Tanto que, a 4 de junho de 1935, nasceu o Clube Atlético São Paulo, na casa de Fernando Sampaio, com o apoio de 235 pessoas que assinaram a ata de fundação. Certa noite, durante uma reunião do CASP, na Liga Paulista de Futebol, na rua Xavier de Toledo, aconteceu uma enorme manifestação, com centenas de pessoas que não só pediam a volta do São Paulo, como ameaçavam ir para a rua Conselheiro Crispiniano depredar a mansão Trocadero, tida por todos como a causa da ruína do clube. A certeza da existência de que ser são-paulino era um ideal bastante arraigado sustentou a luta de um grupo que, hoje, é chamado de heróico.

26 de Janeiro de 1930
quando surgiu o São Paulo da Floresta

04 de Junho de 1935
quando surgiu o Clube Atlético São Paulo

16 de Dezembro de1935
quando finalmente surgiu o São Paulo F.C.

Mais de uma dezena de pessoas se reuniram, quase que diariamente, em dois locais: no escritório dos Mecca, comerciantes de cereais, e num café que existia na Galeria Pirapintigui, num prédio que ficava onde hoje se localiza o Banespa. Gente como o tenente Porfírio da Paz, Frederico Menzen, os irmãos Mecca, Júlio e Manuel, monsenhor Bastos, os irmãos Toledo, João Fernandes, Granville, Tomaz Mauri, Eolo Campos, Waldemar Albien, Jaime Roso, Matos Viana, Alcides Borges, Sprovieri, Edson Fonseca, Maestre, Pereira Carneiro, Reis Neves e o professor Barros. Às 10 da noite de 16 de dezembro de 1935, após quatro horas de reunião, ressurgia, definitivamente, o São Paulo Futebol Clube, tendo, como presidente, Manuel do Carmo Mecca.

No dia seguinte, Mecca e Del Debbio foram para Curitiba, em busca de jogadores, trazendo King, Segôa e José, enquanto Porfírio da Paz, diretor de esportes, buscava reforços em São Paulo. O primeiro treino foi na rua da Moóca, contra o C. A. Paulista que perdeu por 7 x 3. No dia 23 de janeiro de 1936, outro treino, contra o Palestra Itália que perdeu por 3 x 2. A estréia oficial ficou para o dia 25, aniversário da cidade, contra a Portuguesa Santista.

No dia anterior, inaugurou-se a nova sede, na praça Carlos Gomes, 38. Quase não se realizou o primeiro jogo. Havia uma parada na avenida Paulista e a Secretaria de Educação tinha baixado portaria proibindo manifestações que pudessem concorrer, retirando o público. Faltava pouco para o início do jogo, quando Porfírio da Paz, desesperado, foi para a Paulista, subiu no palanque e se aproximou do doutor Cantídio Campos, o secretário. Porfírio que, a vida inteira, foi um grande relações públicas, dono de um imenso sorriso e um ar ingênuo e simplório que mascaravam enorme astúcia, conseguiu o impossível. A autorização para a abertura dos portões, escrita num papel do bloco de receitas do doutor Cantídio.

Muitos consideram a data de 16 de dezembro de 1935 como a da verdadeira fundação do clube, mas Carlos Ferraz, que viu o primeiro jogo do SPFC, com 7 anos, e que mais tarde foi presidente do Conselho Consultivo, aponta um paráfrago dos estatutos de 35 que diz: "O SPFC, preservador das glórias e tradições do São Paulo da Floresta, fundado em 25 de janeiro de 1930..."

No final de janeiro de 1936, o São Paulo filiou-se à Liga Paulista e foi incluído no campeonato. A imprensa começou a chamá-lo de "Júnior" ou "clube número 2", o que irritou os torcedores, até que uma campanha feita pelos dirigentes junto aos jornalistas colocou fim à questão. Após um artigo em A Gazeta Esportiva, publicado em 1937, o SPFC passou a ser chamado o "clube da fé".

Em maio de 1935, um grupo de jogadores e diretores fundou o Estudantes, cujo modelo era o Estudiantes de La Plata, da Argentina. Um time que tinha bons jogadores, ótimo técnico e mais nada, nem campo. Conseguiu-se uma fusão com o C. A. Paulista que usava um campo na rua da Moóca, pertencente à cervejaria Antarctica e o novo clube passou a se chamar Estudante Paulista. Uma desastrosa excursão ao Peru e ao Chile, quando o empresário fugiu com todo o dinheiro, levou o Estudante à porta da falência. A situação foi se agravando, a tal ponto que, um dia, os jogadores, indignados, quiseram destruir a sede da Moóca, por falta de pagamento.

O São Paulo, por sua vez, era um clube simpático, popular e com uma grande torcida, todavia o time não tinha expressão técnica. Apesar da torcida, o quadro associativo era pequeno. Cada dia o treino era num lugar, a concentração dos jogadores era parte na casa do presidente, parte na torre da igreja da Consolação.

Em 1937, os dirigentes ouviram falar de um técnico que vinha fazendo bom trabalho com equipes de periferia. Foram observá-lo. Era um homenzinho gordo e bonachão, de fala mansa. Chamava-se Vicente Ítalo Feola. Foi contratado. Dirigiu o time até 1938, voltou em 1939, foi embora, retornou em 1941, ficou até 42. Outra vez no SPFC em 1947, até 1950. Voltou em 1955 e 56, outra vez em 59, quando se despediu como uma espécie de símbolo. Foi o treinador da Seleção Brasileira em 1958.

Estudante e São Paulo resolveram os seus problemas, em 1938, com uma fusão que provocou intermináveis debates internos. Como o Estudante estava em boa posição no campeonato, seus dirigentes queriam que o novo clube tivesse seu nome; são-paulinos rejeitaram a idéia. Feita a fusão, o São Paulo continuou São Paulo. Cedeu-se apenas na questão do presidente, escolhendo-se um elemento neutro, Piragibe Nogueira.

Para se ter idéia, o São Paulo forneceu apenas dois jogadores para o novo time, Felipelli e Eliseu. O restante veio do Estudante: Pedroza (mais tarde, presidente do clube), Agostinho, Inocêncio, Ponzoníbio, Lisandro, Mendes, Armandinho, Araken e Paulo. Terminaram vice-campeões. 1940 e 41 foram anos de organização interna, com a criação de diversos departamentos, como o de publicidade, o feminino, o de esportes aquáticos e o de futebol amador, infantil, juvenil e universitário.

Foi na festa de inauguração do Pacaembu, em 1940, que o São Paulo recebeu a denominação de "o mais querido". Quando a sua delegação, a menor de todas as participantes dos festejos, surgiu na boca do túnel, foi recebida com uma avassaladora demonstração de carinho, com toda a assistência de pé. Os problemas da sede de campo de treino foram resolvidos com um bom negócio, oferecido por um clube alemão do Canindé. Era plena Segunda Grande Guerra Mundial e a situação de alemães e italianos no Brasil, por causa do Eixo nazi-fascista, mostrava-se difícil. Clubes como o Germânia e o Palestra Itália tiveram de mudar de nome, transformando-se em Pinheiros e Palmeiras. Até o Banco Alemão sofreu intervenção.

Com o Canindé, o São Paulo respirava. Não precisava mais da torre da igreja, nem dos favores do presidente. E formava-se o patrimônio. Era necessário, agora, pensar-se no time. O que se pode considerar uma brilhante jogada de marketing foi a contratação de Leônidas da Silva, o Pelé da época, apelidado o "diamante negro".

O Flamengo vendeu-o por 200 contos de réis, a maior quantia paga até então, por um jogador. O alvoroço causado por Leônidas reflete-se no seu jogo de estréia: nada menos de 70.281 pessoas lotaram o Pacaembu, ainda hoje um recorde. SPFC contra Corinthians. O jogo terminou empatado, 3 x 3 e Leônidas não marcou. Marcaria depois todos os gols que o São Paulo precisava, firmando a sua legenda.

Nos próximos anos começaram a chegar os craques: Sastre, Noronha, Bauer, Zezé Procópio, Luizinho, Rui, Teixeirinha. O São Paulo ganhando campeonatos em 1943, em 1945 e 46 (bicampeão). Novo bicampeonato em 1948 e 49. Ídolos e mais ídolos enlouqueciam torcedores: Mauro, Remo, Friaça, Savério.

A década de 50, apesar de começar com uma crise financeira, seria memorável por uma razão. O que era um sonho - o estádio próprio - passava a ser realidade. Em 1952, Cícero Pompeu de Toledo, aconselhado por Luís Campos Aranha, procurou Laudo Natel, um hábil diretor do Bradesco, propondo-lhe que assumisse o São Paulo administrativamente, gerenciando-o como empresa. Era o embrião de uma idéia que se concretizaria plenamente na década de 90: o futebol profissional-empresa que geraria excelentes resultados; entrava-se na modernidade.

Colocando em ordem as finanças, Laudo Natel viu-se contagiado com a obsessão do estádio. Encontrando o terreno ideal – o que já indicava visão de futuro – no Jardim Leonor, o clube vendeu o Canindé e comprou 68 mil metros quadrados. Conseguiu-se da prefeitura e da Construtora Aricanduva mais 90 mil metros, como doação. Na tarde de 15 de agosto de 1952, monsenhor Bastos abençoou os terrenos e foi lançada a Campanha Pró-Construção do Morumbi.

Mesmo com todo dinheiro canalizado para a construção do estádio, o São Paulo conseguiu manter o nível técnico de sua equipe, ganhando os campeonatos de 1953, 1955 e o de 1957, quando contou com um admirável jogador, já com 35 anos, mas ainda com total domínio do meio-campo: o estilista Zizinho. Viria um longo período de jejum que duraria treze anos, durante os quais a diretoria viveria, comeria e dormiria com a idéia fixa de erguer o estádio. E no que era uma região em fase de loteamento, quase deserta, surgia o Morumbi, criação de Vilanova Artigas, um dos introdutores do modernismo na arquitetura brasileira.

Para o desenvolvimento do projeto foram necessárias 370 pranchas de papel vegetal. Cinco meses foram consumidos nas terraplanagens e escavações, com o movimento de 340 mil metros cúbicos de terra. Canalizou-se um córrego. O volume de concreto corresponde ao equivalente à construção de 83 edifícios de dez andares. Os 280 mil sacos de cimento usados, se colocados lado a lado, cobrem a distância de São Paulo ao Rio. Foram cinqüenta mil toneladas de ferro, o que dá para circundar a Terra duas vezes e meia.

Certa vez, em entrevista, Laudo Natel contou as dificuldades para a construção. Além da necessidade constante de dinheiro, havia que se contornar a oposição dentro do próprio São Paulo. Uns, condenando a localização. "Quem irá ver um jogo a tal distância? Nunca lotaremos o estádio!" Outros, preocupados com a frugalidade das verbas destinadas à equipe. "Seremos um estádio sem time." À certa altura, chegou-se a sugerir uma troca. A prefeitura ficaria com o Morumbi e o São Paulo com o Pacaembu. Apoiado por Manuel Raymundo Paes de Almeida e toda a diretoria, Laudo Natel prosseguiu a batalha, após a morte de Cícero Pompeu de Toledo.

Morumbi

Terminadas as obras, não havia um tostão de dívidas. Ainda inacabado, o Morumbi foi inaugurado a 2 de outubro de 1960, com um jogo contra o Sporting, de Lisboa, que perdeu por 1 x 0. O estádio foi terminado em 1970. Custo: 70 milhões de dólares. Os torcedores se espantaram com uma novidade (outro pioneirismo do São Paulo). Traves redondas em lugar de quadradas, tradicionais, hoje abolidas no mundo inteiro.

Considerado o maior estádio particular do mundo, o Morumbi tinha capacidade para 150 mil espectadores. Curiosamente, o recorde foi batido em 25 de agosto de 1985 por 162.957 pessoas, nenhuma delas torcedoras de futebol. Era um congresso de Testemunhas de Jeová.

Os títulos começaram a voltar na década de 70, chamada "de ouro". Pensava-se outra vez na equipe, contratações, as estrelas atraíam a torcida. Ídolos como Gérson, Pedro Rocha, Toninho Guerreiro, Terto, Valdir Peres, Forlan e técnicos como Zezé Moreira, Osvaldo Brandão, Telê Santana, Rubens Minelli (que levou o time a ser campeão brasileiro pela primeira vez).

Campeão paulista em 1970 e bicampeão em 1971. Outra vez campeão em 1975. Vice da Libertadores de América em 1974 e campeão brasileiro em 1977, num jogo dramático e histórico, em Belo Horizonte, quando o médio Chicão apelidado "o xerife", só não fez chover, porque já chovia muito. Viriam os anos 80 e o embrião da modernidade em evolução.

Mudavam os tempos, reciclavam-se os conceitos de profissionalismo e o São Paulo, muito atento, analisava como enfrentar situações novas. Não bastava o fanatismo, o amor à camisa, a paixão, quando diretores tiravam dinheiro do próprio bolso, assinavam promissórias em branco ou se arvoravam em líderes únicos, messias salvadores.

Estas avaliações serviriam para a grande arrancada do final da década e princípios dos anos 90. Entre 80 e 90, o São Paulo participou de nada menos que dez decisões em diferentes competições. Ficou de fora de finais apenas em 1984 e 1988. Os anos 80 se iniciam com o Campeonato Paulista. Bicampeonato em 1981 (repetindo 1970/71). Ao tentar o tri, em 1982, deixou o título escapar; ficou com o vice. Outra vez finalista em 1983; outra vez vice. A contratação do técnico Cilinho proporcionou a implantação de nova mentalidade.

Trabalhar com valores jovens. Buscar elementos nas equipes inferiores. Montar uma equipe e mantê-la se entrosando, indiferente aos resultados. Usar métodos racionais na organização do departamento técnico. Promoveu-se Silas e Müller e trouxeram Falcão, "o rei de Roma". Conclusão: campeão paulista em 1985, 87 e 89 e brasileiro em 1986. Estrelas como Careca, Pita, Dario Pereyra, Gilmar, Ricardo Rocha, Raí faziam os torcedores vibrarem. O time entrava nos anos 90 com Zetti, Cafu, Ronaldo, Palhinha, Válber, Cerezo. Gente de Seleção.

Com os anos 90, enfim, total modernidade.

O São Paulo dirigido como empresa. Um dos melhores técnicos de futebol do Brasil, Telê Santana, teve o respaldo da diretoria para empregar seus sistemas e filosofias, experimentações e inovações. Treinador exigente, Telê luta dentro e fora do campo.

Insurgindo-se não apenas com jogadores que não cumprem táticas ou fazem corpo mole (para Telê, não existem estrelas, sim competência), mas também vociferando contra maus juízes, cartolas, conchavos, violência e práticas antifutebolísticas. Por trás do trabalho de campo, existe a infra-estrutura que se apóia em forte tecnologia, com o uso, inclusive, da informatização. As programações são elaboradas, organogramas debatidos, os treinos computadorizados, cada jogador é longamente avaliado. Deste modo, o São Paulo conseguiu atravessar, incólume, uma intensa maratona de jogos, sendo que, em determinados períodos, entrou em campo a cada 48 horas.

Conquistando, entre 1990 e 1993, mais de vinte títulos, entre os campeonatos paulista, brasileiro e Libertadores da América. Feito apoiado num trabalho de equipe que, partindo do presidente, passa por todos os departamentos e elementos, chegando ao funcionário que, aparando a grama, possibilita as condições ideais para que a bola role suavemente de pé para pé. Facilitando a coordenação em conjunto de uma equipe que, no final de 1993, derrubou o todo poderoso Milan, tido em Tóquio como o favorito, obtendo o bicampeonato mundial interclubes.